sábado, 4 de abril de 2015

Carregal no coração


 

Como prometido vim apresentar-vos parte da minha terrinha. Na quarta feira passada, com a ajuda da minha amiga, armei-me em turista e, montadas nas nossas bicicletas, fomos tirar fotografias a tudo o que era de mais importante na nossa aldeia. Preparadas? Metam os capacetes! (risos)


Paisagens da aldeia vistas do campo de futebol.
  

Igreja da região, mas ainda existem umas três capelas.
Serração dos meus primos.
Pátio onde nasceu o escritor Aquilino Ribeiro, não sei se já ouviram falar dele mas eu cá só o conheci por ter nascido aqui.
 A partir daqui são apenas fotografias do caminho desde a aldeia até à vila mais próxima. Arriscar-me-ia a dizer que é das viagens mais bonitas para se fazer nesta zona.

  







Foi exatamente aqui, em Viseu, que passei os melhores momentos da minha infância. Quando chegava a altura das férias só queria vir para aqui com os meus avós.
Foi também aqui que conheci a S', a única amiga que tenho na terrinha, - até porque aqui não há muitos jovens e os que existem são quase todos meus primos e mais novos - ela mora mesmo à minha frente e os pais têm um café - a casa deles é uma vivenda onde o andar de baixo corresponde a um café - Como a mãe dela passava os dias a trabalhar lá, a S' atravessava a rua e vinha para minha casa brincar. Brincávamos desde a hora de almoço - os meus avós iam beber café depois da refeição e eu, como desculpa, pedia logo para ela vir para minha casa - até à noitinha.
Atrás da casa dos meus avós existe um terraço, que é partilhado com uma vizinha, onde passávamos a maior parte do nosso tempo. Espalhávamos os brinquedos todos, principalmente as barbies e as pollys. Lembro-me de montar a casa delas com móveis e tudo, no final do dia era o mais chato: arrumar tudo. Era incrível como conseguíamos diferenciar tudo sem misturar nada, a peça mais pequenina e insignificante que fosse estava arrumada no saco certo da pessoa certa. Por vezes, depois do jantar, íamos todos até casa dos meus primos - aqui é que era uma festa autentica - os adultos ficavam a conversar e nós, juntamente com os meus primos, íamos brincar no jardim. Chegava a casa que nem podia (risos).
Agora desejava poder voltar a estes tempos e fazer isto tudo de novo. Só tenho pena dos miúdos de hoje, não sabem o quanto é bom brincar sem ser com a companhia da tecnologia. Vejo isto no meu primo, com apenas três anos começou a ficar agarrado à televisão e até teve o seu próprio tablet - um ipad diga-se de passagem, até me parte o coração quando ele o deixa cair - acho que sou a única a achar isto mal cá em casa, usavam isto para calar o miúdo e agora é o que se vê.

6 comentários :

  1. Também tenho saudades :(
    É pena que agora as crianças se afeiçoem a esse tipo de coisas, depois não vão saber o que é realmente a infância. Eles tem tempo para ter computadores e telemóveis. Ha primos meus que também são assim.

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  2. Adorei as fotos e de ler essas memórias de infância :)
    Infelizmente é verdade, as crianças estão cada vez mais agarradas às tecnologias e acabam por não aproveitar esses momentos ao ar livro, o que é uma pena.
    Já tinha ouvido falar de Aquilino Ribeiro, até porque tive que ler um livro dele na faculdade.

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  3. Opa! Como eu amo o campo!
    Estava a ler tudo e a pensar exatamente aquilo que disseste no último parágrafo.

    r: Agora ainda não posso mudar... Assinei contrato.

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  4. Essas amizades são bonitas de se manter :) adoro o campo *.*

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  5. Adoro a penúltima foto! O pior é que isso de "calar os miúdos com tecnologia" está a tornar-se uma coisa demasiado frequente e isso assusta-me imenso.

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