Depois de recarregar as energias na viagem até Madrid, surgiu uma nova etapa na minha vida: Entrei no mestrado (mais um risco para a wish list). Na verdade, entrei em dois dos três que me candidatei e a escolha em qual ficar ainda me causou alguns cabelos brancos.
Acabei por ficar na mesma faculdade em que fiz a licenciatura, mas desta vez na área de Recursos Humanos.
Embora a faculdade fosse a mesma e me cruzasse nos corredores com muitas caras conhecidas, estava tudo diferente. Não me enquadro na minha nova turma. Há muitas boas pessoas lá, com histórias que adoro ouvir, principalmente dos mais velhos, mas sinto que a malta da minha geração nada têm haver comigo. Tenho saudades do meu grupinho da licenciatura, das brincadeiras, do apoio, das conversas. Aqui já não há nada disso. Tenho um segundo sentido que me diz as pessoas que posso e não confiar. Sinto isso com grande facilidade e, quando acontece, não dou espaço para grandes relações. Apenas permito o essencial para que tudo flua normalmente. Não quero conflitos, mas já vi que aqui há grandes oportunidades para isso (os típicos triângulos amorosos, as amizades por conveniência e as "pop star"). Nunca tive muita paciência para isso, não será agora. O meu objetivo será sempre concluir o mestrado e aproveitar o melhor possível esta experiência, por mais deslocada que me possa sentir.
Quanto aos professores, são incríveis. Uns mais atenciosos que outros, mas a maior parte dá um grande apoio. Nada comparado com a maioria dos professores da licenciatura.
Quanto à praxe, este que iria ser o meu último ano enquanto entidade praxante, foi uma desilusão. Depois de decidirem a pessoa que iria ficar como Representante de Curso, decidi que ficava por aqui. As saudades são grandes, mas saí de cabeça erguida, fiz o que melhor consegui e só tenho pena do que será daqui para a frente.
O primeiro semestre passou a correr, consegui fazer as cadeiras todas e até melhor do que esperava.
Já o segundo semestre está uma incógnita como tudo o resto. A faculdade não tem implementado grandes medidas para acompanhar a situação que estamos a viver, apenas colocam alguns materiais na plataforma e fazem sessões, no horário em que seriam as aulas, através do Zoom para esclarecimento de dúvidas. Por outras palavras, não tenho aulas, apenas dão atividades para irmos fazendo e artigos enormes para ler (muitos até em inglês) e nós temos de entender a matéria sozinhos e depois esclarecer as dúvidas nas sessões. A complicação começa exatamente aqui, há cadeiras em que esta forma de ensino é impensável. No meu caso em específico, há uma cadeira de SPSS (um programa de estatística) que é impossível aprendermos sozinhos através dos slides que o professor deu. A minha sorte foi ter tido esta cadeira na licenciatura e outro professor com slides muito melhores, acabo por recorrer a esses apontamentos sempre que preciso. Mas e quem não tem essa sorte? Ou pior, quem nunca viu o programa à frente?
Acho que também muitos professores não se querem dar ao devido trabalho. Ou vão dizer que se tivessem de dar uma aula presencial nos iam espetar com um artigo em inglês à frente? Bem, vamos lá ver se isto melhora com a reunião que vão ter depois das férias da Páscoa.
Tenho tentado organizar-me o melhor possível para fazer os trabalhos, atividades e tudo aquilo que vão pedindo. É uma forma de não deixar que a preguiça vença, mas também faz falta parar um bocadinho e aproveitar para cuidarmos de nós mesmos.
E vocês? Como têm continuado as vossas tarefas nesta quarentena?












