Como prometido vim apresentar-vos parte da minha terrinha. Na quarta feira passada, com a ajuda da minha amiga, armei-me em turista e, montadas nas nossas bicicletas, fomos tirar fotografias a tudo o que era de mais importante na nossa aldeia. Preparadas? Metam os capacetes! (risos)
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| Paisagens da aldeia vistas do campo de futebol. |
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| Igreja da região, mas ainda existem umas três capelas. |
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| Serração dos meus primos. |
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| Pátio onde nasceu o escritor Aquilino Ribeiro, não sei se já ouviram falar dele mas eu cá só o conheci por ter nascido aqui. |
A partir daqui são apenas fotografias do caminho desde a aldeia até à vila mais próxima. Arriscar-me-ia a dizer que é das viagens mais bonitas para se fazer nesta zona.
Foi exatamente aqui, em Viseu, que passei os melhores momentos da minha infância. Quando chegava a altura das férias só queria vir para aqui com os meus avós.
Foi também aqui que conheci a S', a única amiga que tenho na terrinha, - até porque aqui não há muitos jovens e os que existem são quase todos meus primos e mais novos - ela mora mesmo à minha frente e os pais têm um café - a casa deles é uma vivenda onde o andar de baixo corresponde a um café - Como a mãe dela passava os dias a trabalhar lá, a S' atravessava a rua e vinha para minha casa brincar. Brincávamos desde a hora de almoço - os meus avós iam beber café depois da refeição e eu, como desculpa, pedia logo para ela vir para minha casa - até à noitinha.
Atrás da casa dos meus avós existe um terraço, que é partilhado com uma vizinha, onde passávamos a maior parte do nosso tempo. Espalhávamos os brinquedos todos, principalmente as barbies e as pollys. Lembro-me de montar a casa delas com móveis e tudo, no final do dia era o mais chato: arrumar tudo. Era incrível como conseguíamos diferenciar tudo sem misturar nada, a peça mais pequenina e insignificante que fosse estava arrumada no saco certo da pessoa certa. Por vezes, depois do jantar, íamos todos até casa dos meus primos - aqui é que era uma festa autentica - os adultos ficavam a conversar e nós, juntamente com os meus primos, íamos brincar no jardim. Chegava a casa que nem podia (risos).
Agora desejava poder voltar a estes tempos e fazer isto tudo de novo. Só tenho pena dos miúdos de hoje, não sabem o quanto é bom brincar sem ser com a companhia da tecnologia. Vejo isto no meu primo, com apenas três anos começou a ficar agarrado à televisão e até teve o seu próprio tablet - um ipad diga-se de passagem, até me parte o coração quando ele o deixa cair - acho que sou a única a achar isto mal cá em casa, usavam isto para calar o miúdo e agora é o que se vê.
Todas as fotografias deste post são de minha autoria.





















