Em setembro vou passar férias com o D'. O destino é a Costa da Caparica. A contagem decrescente já começou. Não podia estar mais feliz.
Em 2015 escrevi uma carta aqui no blog para, supostamente, ler um ano depois. Como estive ausente vou fazê-lo hoje quase dois anos depois.
Para quem quiser ler a carta podem fazê-lo aqui.
Quando descobri que tinha entrado na faculdade não poda
estar mais feliz, lembro-me que estava em casa da minha mãe e quando vi um daqueles
típicos posts no facebook das colocações, fui a correr para o meu quarto ligar o computador. O D’
também lá estava e lembro-me tão bem de nessa noite mal conseguir dormir. A
minha vida tinha finalmente dado uma reviravolta enorme. O único problema nisto
foi ter sido colocada num curso pós-laboral. Mas não é nada que já não se tenha
resolvido.
Quando escrevi a carta sabia que não ia entrar na faculdade
nesse mesmo ano por causa da querida da matemática, então um dos meus desejos na
altura era aproveitar este ano para arranjar o meu primeiro emprego. E
consegui. Um ou dois dias antes do meu exame final fui chamada para uma
entrevista no Intermarché e fiquei por lá durante os restantes seis meses.
Consegui subir mais um nível no curso de inglês, mas neste
momento isso está estagnado. Com a entrada na faculdade não quis abusar e
deixei o curso de inglês, falta-me dois níveis e fico com o certificado.
Quanto aos desejos da wish list risquei imensos deles, acho
que foi o período em que mais objetivos realizei. Podem vê-la aqui.
Terminei o secundário através do exame de sociologia, foi
tão fácil! Lembro-me que no dia em que saía as notas estava a trabalhar e pedi
a uma amiga minha para me dizer quanto tive. Levei o telemóvel comigo, coisa
que não se podia fazer lá, mas nesse dia teve mesmo de ser. Quando recebi a
mensagem dela a dizer que tive 17 valores mal podia acreditar.
A viagem de finalistas acabou por não acontecer, com grande
pena minha.
Escolher o curso para a faculdade não foi tarefa fácil devido ao problema repentino que
tive com a média do secundário. Mas
tudo acontece por uma razão certo? Quero acreditar que estou bem onde estou,
até porque não me ando a dar assim tão mal. As cadeiras não se fizeram todas sozinhas certo?
As praxes foram demasiado tranquilas, gostava que tivessem sido mais vividas. Mas as poucas boas que tive vão ficar na minha memória com um
carinho especial. Agora é a minha vez de fazer a praxe valer a pena!
As colegas do curso... Oh as colegas... Contam-se pelos
dedos!
Eu e o D’ continuamos juntinhos e com a carta na mão, embora
o D’ lhe dê o devido valor e eu não. Se foi difícil ter a carta? Horrível,
custou-me imenso.
A relação com o meu pai continua péssima e não sei quando
terá melhoras. A mãe e o Cherry continuam juntos. A Lucky continua doida e a
Nana está enorme. Os avós estão bem, continuam a tomar conta do puto semana sim
semana não. E o tio, nem namorada nem juízo!
O cantinho caiu novamente em abandono e não posso prometer
que não volte a acontecer. Mas enquanto aqui andar vou tratar bem dele e sei
que mais tarde ou mais cedo acabo sempre por regressar.
“Lembra-te que nunca estarás sozinha, haverá sempre alguém
que goste de ti e que te acompanhe nos piores momentos. Mais tarde ou mais cedo
saberás quem são essas pessoas aliás, já tiveste boas provas disso. Não há
tempo para medos enfrenta-os de cabeça erguida!”
Ir à praia.
Seja para apanhar banhos de sol ou apenas para passear.
Não há nada mais tranquilizador do que sentir os pés na areia, passear à beira mar ou até mesmo o cheirinho dos cremes de verão.








