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Um Refúgio para a Vida


Este fim de semana aproveitei para me instalar visto que regressei na sexta da terra. Nas próximas semanas vou ficar com a minha mãe, ela entrou de férias agora e, por isso tenho estado mais ausente do blog.
No sábado estive com o D', a matar saudades eheh. E, no domingo fui passear com a minha mãe e com o meu padrasto. Depois de umas compras, resolvemos ir até casa dos meus avós buscar umas coisas, mas no caminho fomos pôr gasóleo.
O problema foi chegar lá! O meu padrasto bem que tinha dito que precisava de pôr gasóleo e, nós bem que estávamos a caminho das bombas. Até que tivemos de subir uma rampa e o carro parou. Por momentos pensei que era brincadeira por parte do meu padrasto (ele é muito brincalhão), mas rapidamente cheguei à conclusão que a coisa era a sério: Ficámos sem gasóleo!
Lá fiquei eu, a minha mãe e a Lucky no carro enquanto o meu padrasto teve de ir a pé até às bombas buscar gasóleo. As bombas até eram perto, quer dizer, de carro eram perto! Em minutos estávamos lá, mas como o gasóleo foi à vida, os poucos minutos transformaram-se em meia hora de viagem até lá e outra meia hora para regressar.
Estava a ver a minha vida a andar para trás, principalmente a do meu padrasto! Mas, felizmente, existem pessoas boas. Estranharam o carro parado e, quando viram o meu padrasto a ir a pé pela autoestrada fora, ajudaram-no. 
Quando demos conta tínhamos um bmw a estacionar à nossa frente. A minha mãe ficou logo aflita, mas depois percebemos que era o meu padrasto a regressar de boleia.
Lá seguimos viagem. Felizmente existem anjos da guarda!
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Hoje venho falar-vos de um assunto um pouco mais delicado para mim. Algo que simplesmente já me habituei e ignoro facilmente, mas no inicio custou e tem dias que ainda vai custando.
Em dezembro descobrimos que o meu tio fez outra grande borrada, e que desta vez envolvia terceiros (a minha mãe). Desde então ele (e o rei da barriga dele) decidiu que não lhe voltava a falar (sim, ele faz uma grande asneira, mas ainda é o menino que fica indignado e vira as costas às pessoas).
Os meus avós estão destroçados com esta situação, pela alhada que ele fez e por ver os  filhos de costas voltadas.
Entretanto chegou o Natal, e eu burrinha como sou tentei falar com ele de forma tranquila e ainda brinquei com ele de forma a que ele viesse passar o dia connosco (seria um desgosto para todos, principalmente para os meus avós se ele não viesse). Bem, não obtive resposta até hoje.
Dias depois, quando estive com ele, entreguei-lhe uma prendinha que tinha comprado para ele e agradeci-lhe por me ter respondido (irónica, eu sei), ele ficou super ofendido ("De nada, era o que mais me faltava esta agora").
E pronto, desde dezembro que não falamos (só mesmo se for algo muito essencial).
Vivemos na mesma casa desde novembro, e à oito meses que convivemos no mesmo espaço e não dirigimos a palavra um ao outro. 
É tão desnecessário... Eu não lhe fiz mal nenhum, pelo contrário. Ele está errado e parece que ainda faz por virar a cara às pessoas todas. Como é que ele consegue ter a consciência tranquila?
Quando estava na faculdade era mais fácil de lidar com esta situação, de dia ele trabalha e eu estou em casa, à tardinha ele regressa e eu vou para a faculdade. Ou seja, nem nos vimos muito. Mas antes brincávamos, quando eu chegava da faculdade ele metia-se sempre comigo. Agora... Agora passa por mim e finge que não me vê. Se calha estarmos a subir ou a descer o prédio e nos cruzamos também não nos falamos, e isto é tão estranho que custa. Custa ter de ir à janela ver se o carro dele já chegou para saber se posso sair de casa sem ter de me cruzar com ele e criar mais um momento constrangedor. Custa porque sempre me dei bem com ele, embora ele tivesse uma cabeça pouco pensadora.
Lembro-me de ser miúda e de brincar com ele, ir para o quarto dele pintar, de ele me pregar sustos na entrada e eu ir a correr para a cozinha ter com a minha avó enquanto ela reclamava com ele, lembro-me até de dizer à minha avó que gostava que ele fosse o meu pai e ela a minha mãe. E agora é esta a situação.
Provavelmente devem estar-se a perguntar porque motivo não sou eu a falar com ele e a quebrar este gelo... Mas... Como assim? Ele faz asneira da grossa com a minha mãe, esconde-se no quarto, como um coelho quando vai para a toca, quando ela vem visitar os meus avós ou até mesmo em dias de festa. Eu ainda fiz o esforço para tentar contrariar toda a situação, nem resposta obtive. Ou melhor, passado uns dias tive e foi torta. Deixa de me falar, e eu vou falar com ele? Talvez esteja a ser orgulhosa, talvez devesse tomar outra posição. Mas a verdade é que não consigo e deixei as coisas seguirem este rumo. Eu não lhe fiz mal nenhum e não tenho culpa daquilo que ele fez acontecer. Já não bastava toda a situação que tenho vivido em relação ao meu pai e agora é com o meu tio também.

Já me questiono se o problema é meu... Será que estou a ter uma posição errada? Sinceramente já não sei...
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Chegou o dia que tanto esperava. Já estou a caminho de Lisboa. Mas, mesmo assim, regresso com o coração apertado, a minha avó ainda fica por lá mais uns tempos. O meu primo, em princípio, vai embora amanhã (sossego para eles!) e o meu avô regressa para a terra na segunda. 
Só quero que tudo corra bem daqui para a frente...


Todas as fotografias deste post são de minha autoria.
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